Surrealismo em vídeo 2

4 06 2009

Eu que fiz!

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Yves Tanguy

7 05 2008

Raymond Georges Yves Tanguy, ou simplesmente Yves Tanguy, como ficou conhecido, teve seu primeiro contato com o surrealismo ao se deparar com uma das geniais obras de Giorgio de Chirico. Ficou tão impressionado com o que viu que entedeu que ele também deveria fazer aquilo, pegou os pincéis e pôs a mão na massa. No entanto, não fez aquele sucesso repentino, pra falar a verdade to pra ver algum pintor além do Dalí que teve uma vida cheia de sucessos e glória… Van Gogh nunca ganhou um figo podre pelas pinturas que hoje valem cento e noventa apartamentos onde moro!

Porém, o não-sucesso de Tanguy favoreceu sua criação artística, por não ter um ateliê digno de ser chamado de ateliê, sua produção limitava-se a um quadro por vez, por não haver espaço físico suficiente para alocar mais quadros. Sendo assim, a concentração nesse só quadro o absorvia e o resultado era algo como a Divisibilidade Indefinida.

E pra provar que a falta de dinheiro foi um bom incentivo, Tanguy quando conseguiu uma renda fixa graças a uma encomenda feita por André Breton, produziu muito menos que dê costume. Dá encomenda de 12 quadros, só entregou 8. Isso sem mencionar que essa vida com grana o levou a um estilo de vida nada ortodoxo, ou seja, partiu pra gandaia e ferrou com seu primeiro casamento. Ferrou com o primeiro mas conseguiu o segundo, casou-se com com Kay Sage em 1938 e com ela viveu até o fim de seus dias, nos Estados Unidos da América.

No mais, vale lembrar que sua pintura é de um estilo surrealista único, em seu Dia de Lentidão nada se assemelha a Magritte mas lembra alguns traços de Dalí, na Multiplicação dos Arcos não ultrapassa o imaginário de Miró mas assemelha-se à genialidade de Ernst… Um clássico surrealista, afinal!

Fonte: Wikipedia (A enciclopedia de conteúdo livre)





Magritte

17 03 2008

MagritteRené François Ghislain Magritte ou simplesmente Magritte, foi um dos surrealistas mais impressionantes que o planeta Terra teve o prazer de dar moradia. Novamente, tal qual fiz como Dalí, Ernst e Miró não farei uma biografia, já o fizeram (salvo engando, Marcel Paquet no livro René Magritte – 1898/1967) . No caso de Magritte, não vou sequer comentar, vou deixá-lo livre para que se apresente. Muito de sua pintura se assemelha a isso: “Nenhum objeto é cristalizado com seu nome assim irrevogavelmente que se não pode encontrar outro que o serve para melhorar”. E para ilustrá-la, nada melhor que uma olhadela na memória.

Talvez o que o tenha tornado famoso até hoje seja seu intrigante cachimbo que não é. Nas suas palavras: “Um intelectual é aquele que ao ouvir a palavra cachimbo pensa em Magritte”. Mas seu trabalho não se resume a isso, porque “A mente ama o desconhecido. Ela ama as imagens de significados ocultos, desde que desconhecemos o significado da própria mente”. E isso é cristalinamente perceptível ao vislumbrarmos os Amantes.

Magritte, não me pergunte porque, gostava dos chapéus-coco, muito presente em diversas telas, tal qual na O filho de um homem (ou The son of a Man, não sei se a tradução está certa), e essa característica tem muito em comum com a personagem de um livro chamado A insustentável leveza do ser (momento pelo qual minha vida passa) escrito pelo autor tcheco Milan Kundera, mas só isso, porque “um objeto nunca serve como função em sua imagem – nem em seu nome”.

No mais, pensar que “Tudo que enxergamos esconde alguma coisa, nós sempre desejamos ver algo que está escondido por aquilo que enxergamos” me remete diretamente a algo como uma cabeça enorme, que vejo toda vez que preciso ir a escritórios burocráticos com pessoas a me pedir documentos para saber quando meu RG foi emitido…

Meus eternos agradecimentos à Mimi que, sem saber, contribuiu enormemente para esse artigozinho.

Esse artigo faz parte de uma idéia originalíssima sobre blogs e jornalismo proposta por Interney ou Edney, ou Ney, sei lá, nessa postagem.