Magritte

17 03 2008

MagritteRené François Ghislain Magritte ou simplesmente Magritte, foi um dos surrealistas mais impressionantes que o planeta Terra teve o prazer de dar moradia. Novamente, tal qual fiz como Dalí, Ernst e Miró não farei uma biografia, já o fizeram (salvo engando, Marcel Paquet no livro René Magritte – 1898/1967) . No caso de Magritte, não vou sequer comentar, vou deixá-lo livre para que se apresente. Muito de sua pintura se assemelha a isso: “Nenhum objeto é cristalizado com seu nome assim irrevogavelmente que se não pode encontrar outro que o serve para melhorar”. E para ilustrá-la, nada melhor que uma olhadela na memória.

Talvez o que o tenha tornado famoso até hoje seja seu intrigante cachimbo que não é. Nas suas palavras: “Um intelectual é aquele que ao ouvir a palavra cachimbo pensa em Magritte”. Mas seu trabalho não se resume a isso, porque “A mente ama o desconhecido. Ela ama as imagens de significados ocultos, desde que desconhecemos o significado da própria mente”. E isso é cristalinamente perceptível ao vislumbrarmos os Amantes.

Magritte, não me pergunte porque, gostava dos chapéus-coco, muito presente em diversas telas, tal qual na O filho de um homem (ou The son of a Man, não sei se a tradução está certa), e essa característica tem muito em comum com a personagem de um livro chamado A insustentável leveza do ser (momento pelo qual minha vida passa) escrito pelo autor tcheco Milan Kundera, mas só isso, porque “um objeto nunca serve como função em sua imagem – nem em seu nome”.

No mais, pensar que “Tudo que enxergamos esconde alguma coisa, nós sempre desejamos ver algo que está escondido por aquilo que enxergamos” me remete diretamente a algo como uma cabeça enorme, que vejo toda vez que preciso ir a escritórios burocráticos com pessoas a me pedir documentos para saber quando meu RG foi emitido…

Meus eternos agradecimentos à Mimi que, sem saber, contribuiu enormemente para esse artigozinho.

Esse artigo faz parte de uma idéia originalíssima sobre blogs e jornalismo proposta por Interney ou Edney, ou Ney, sei lá, nessa postagem.

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6 responses

21 11 2008
Camilla

Adorei o filme do Thomas Crown – A Arte do Crime.
Abordaram o quadro de René para fazer uma tramazinha sem-graça, mas inteligente. O importante é ainda darem valor à arte surrealista.

Nunca parei pra pesquisar, mas existe algum filme ou documentário sobre René?

21 11 2008
leidijane

Parabéns por nos darem a oportunidade de conhecer as telas de Rener Magritte,muito obrigada!

21 11 2008
Marlene A Camargo de Souza

Gostaria de saber mais, sobre Magritte, e conhecer mais sobre seus quadros! É possível?

4 05 2009
Yves Tanguy « Surrealismo do acaso

[…] que sua pintura é de um estilo surrealista único, em seu Dia de Lentidão nada se assemelha a Magritte mas lembra alguns traços de Dalí, na Multiplicação dos Arcos não ultrapassa o imaginário de […]

20 06 2009
ElizaBeth

Gostei muito desses quadros!!! são perfeitos, todas as obras dele foram muito bem eleaboradas, esse sabia o q estava fazendo. me faz pensar no q ele pensava quando criou cada obra dessa…???

mas gostei muito de estar postado aqui essas obras! da oportunidade de muita gente conhecer, sobre um grande artista!

29 06 2010
Priscila

Gosto de Magritte na mesma intensidade que de Kundera. Será a influência do chapéu coco?

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