Distrito Federal

9 11 2007

JK, ou melhor, Juscelino Kubistcheck ou Kubichek ou sabe lá Deus o que, me prestou um grande deserviço quando criou Brasília tão longe de São Paulo, tão longe da antiga capital, Rio de Janeiro. Tão longe de tudo… Imaginemos que, ao invés de construir Brasília, JK tivesse metido seu empenho em aproximar as distâncias, construísse bilhões de kilometros de estrada de ferro e incentivasse o transporte fluvial, talvez então eu não precisasse afogar minhas mágoas e desejos suprimidos do id (ou ISSO ou infra-consciente) nesse blog! Já é complicadíssimo sentir falta de alguém que a gente sequer conhece, pior ainda é saber que o JK, na sua pantomímica vontade de construir uma capital e levar o progresso para o norte, fez do caos um aliado contra mim, eu que nem adversário dele sou, eu que nem inimigo dele quis ser. JK você é uma grande bixinha! Uma bixinha que me deixou perplexo esta noite, sem saber a dimensão das minhas estruturas psíquicas e sem saber porque, de repente, tanta vontade de conhecer! Vontade de potência diria Niesztche, transcendentalmente marcada em mim! O Ítalo insiste e discute comigo que o amor é química cerebral aliado à genética, ou seja, o amor existe mas é composto de organizações químicas, hormonais e uma pitada do desconhecido. Eu, data venia, discordo veementemente dele quanto a isso, pode até acontecer as paradas lá nas estruturas moleculares do cérebro, mas tem alguma coisa a mais, tem um monte de melancolia e nostalgia, é ignorância e diferença, é simplesmente transcender o id (ou ISSO ou infra-consciente), destruindo as barreiras do Super-ego, é transcender os impulsos de tudo pra se aninhar em alguém, de deitar a guria na cama e assisti-la tendo cólicas por causa da menstruação e achar isso incrivelmente mágico, dividir cólicas… Obrigado por me privar de tudo isso JK, seu fanfarrão.

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