Pernambuco

13 11 2007

“-Sou fã do SBT!!!
-E eu sou seu fã! Da onde você fala?
-EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
(eles conversam um pouco, começa a brincadeira e a guria consegue ganhar)
-Você ganhou!
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”

FANTASIA (Pelo que entendi ao ler Freud, sou neurótico!)

A neurose é, em apertadíssima síntese, caracterizada por alguma compulsão ou medo infundado de alguma coisa, ou seja, a pessoa tem consciência de que aquilo pelo que passa não tem sentido, não existe, porém o medo é real, ele está presente e age, imperiosamente impedindo que realizemos alguma coisa. O que diferencia a neurose da psicose é que no segundo caso a pessoa não tem consciência que aquilo pelo que passa é irreal.
A cura da neurose só pode ser feita pela própria pessoa, o psicanalista só ajuda. Busca-se no incosciente aquilo que, recalcadamente, faz gerar o medo ou a compulsão. Então, extravazado ou sublimado (feito de um modo pelo qual o super-ego entenda como melhor que o infra-ego supôs ser) o que fora recalcado, a neurose passa da inconsciência à inexistência.
O sonho, manifestação da incosciência, nos da a impressão de ser absurdo, por vezes a “sabedoria” popular o caracteriza de várias maneiras, tal como o sonho sobre a morte de alguém que “significa” que este alguém terá vida longa. Ele só se bronzeia de modo a enganar as barreiras do super-ego (censura) e nos apresenta todo esquisitão, fragmentado. Não há criações no sonho, tudo do sonho foi visto, o que são criadas são as formas, as atitudes, de tal sorte que várias vezes significam alguma coisa que nossos instintos mais egoístas desejaram muito, mas teve que ser ou simplesmente foi suprimido. Aí a chave da nossa neurose…

Somos todos meio neuróticos, em suma. Todos!

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Distrito Federal

9 11 2007

JK, ou melhor, Juscelino Kubistcheck ou Kubichek ou sabe lá Deus o que, me prestou um grande deserviço quando criou Brasília tão longe de São Paulo, tão longe da antiga capital, Rio de Janeiro. Tão longe de tudo… Imaginemos que, ao invés de construir Brasília, JK tivesse metido seu empenho em aproximar as distâncias, construísse bilhões de kilometros de estrada de ferro e incentivasse o transporte fluvial, talvez então eu não precisasse afogar minhas mágoas e desejos suprimidos do id (ou ISSO ou infra-consciente) nesse blog! Já é complicadíssimo sentir falta de alguém que a gente sequer conhece, pior ainda é saber que o JK, na sua pantomímica vontade de construir uma capital e levar o progresso para o norte, fez do caos um aliado contra mim, eu que nem adversário dele sou, eu que nem inimigo dele quis ser. JK você é uma grande bixinha! Uma bixinha que me deixou perplexo esta noite, sem saber a dimensão das minhas estruturas psíquicas e sem saber porque, de repente, tanta vontade de conhecer! Vontade de potência diria Niesztche, transcendentalmente marcada em mim! O Ítalo insiste e discute comigo que o amor é química cerebral aliado à genética, ou seja, o amor existe mas é composto de organizações químicas, hormonais e uma pitada do desconhecido. Eu, data venia, discordo veementemente dele quanto a isso, pode até acontecer as paradas lá nas estruturas moleculares do cérebro, mas tem alguma coisa a mais, tem um monte de melancolia e nostalgia, é ignorância e diferença, é simplesmente transcender o id (ou ISSO ou infra-consciente), destruindo as barreiras do Super-ego, é transcender os impulsos de tudo pra se aninhar em alguém, de deitar a guria na cama e assisti-la tendo cólicas por causa da menstruação e achar isso incrivelmente mágico, dividir cólicas… Obrigado por me privar de tudo isso JK, seu fanfarrão.