Surrealismo em vídeo 2

4 06 2009

Eu que fiz!

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Surrealismo na moda

5 05 2008

Fonte: Müller, Florence. Arte e Moda – 1957, Cosac & Naify.

Fotos: Revista Elle (francesa), fevereiro de 2002.

 

Procurando umas revistas para recorte encontrei uma matéria interessante sobre a moda e surrealismo em montagens fotográficas. Não me pergunte muito pois não traduzi a reportagem e vou apenas limitar a exposição das fotos que saíram…

Antes, porém, vale saber que o surrealismo foi um movimento realmente presente na moda. Eis um apanhado:

Em 1924 houve o lançamento da revista La Revolución Surrealiste, onde Man Ray publicou fotos de moda.

1927: Elsa Schiaparelli – fabulosa – abriu uma maison em Paris e lançou os famosos suéteres trompe-l’oeil.

A partir de 1936 ninguém mais ninguém menos que nosso conhecido Salvador Dalí passou a desenhar vestidos e acessórios para Schiaparelli.

1938: Na Exposição Internacional do Surrealismo em Paris vários artistas, entre eles Marcel Duchamp, André Masson e Salvador Dalí vestiram os manequins.

Já em 1939, o sempre criativo Dalí faz as duas vitrines para a loja de departamento nova-iorquina Bonwitt Teller provocando escândalo. Nesta época algumas coisas ainda tinham este poder.

 

 

E…vamos ao ensaio:

 

Chanel por Karl Lagerfeld

 

 

 

 

Chanel por Karl Lagerfeld com Salvador Dalí

 

 

 

 

 

 

Gyvenchy com Hebert Bayer

 Givenchy

 

Gautier Paris com René Migritte

 

 

Gautier Paris com René Migritte

 

Emanuel Ungaro com Man Ray

 

 

Pierre Balmain com Salvador Dalí

 

 

Christian Dior com Pierre de Molinier

 

 

Atelier Versace com Salvador Dalí

 

 

Christian Lacroix com Max Ernst

 

 

f.





Max Ernst

22 02 2008

Pode-se dizer que Ernst foi um dos primeiros pintores surrealistas propriamente dito. Como fiz com Dalí, não vou escrever uma biografia, isso também já foi feito (o autor é Ulrich Bischoff e o livro, salvo engano, chama-se Max Ernst 1891-1976: além da pintura), vou é comentar o que de mais importante considero na vida de Ernst porque ele fez mais do que viver, judeu de origem alemã (perseguido na 2ª guerra), pensou um mundo das artes diferente e foi o primeiro a propor duas coisas nesse intrigante mundo: parar de fazer as coisas ou como elas são (acadêmicos), ou parar de fazer sempre a mesma coisa (naturezas mortas, flores etc). Com seu O elefante Célebès, a pintura teve um novo marco, retratar ou criar segundo pré-definições estéticas não era mais tão importante, o que entrava em voga era aquilo que o subconsciente retrava. Ernst encarava isso como um não planejamento das imagens, elas simplesmente apareciam no decorrer do seu trabalho.

Tanto era assim que Ernst nunca teve aulas formais de pintura. Suas técnicas não se limitavam a pincelar quadros, ia muito além, criou métodos dos mais variados, dentre os mais conhecidos, os da colagem, fotocolagem, fricções, transferências etc. De posse de tais métodos/técnicas, Ernest foi um dos poucos “pintores” a demonstrar que genialidade e arte não andavam de mãos dadas de jeito nenhum, dizia que uma vez dominada a técnica, o que se pode fazer beira o infinito.

O que mais me chamou (e continua chamando) a atenção em Ernst são duas “pinturas” ímpar, nelas a técnica utilizada é a da transferência. Pelo que entendi, Ernst pegava uma fatia de pão ou mesmo um papel, colocava tinta e espremia na tela… As imagens que brotam são sem-iguais! Dizia ele que tal técnica, no início, é meio complicada e irritante, porque você tem que testar a pressão de várias formas, mas depois de alguma experiência, o resultado é algo como Europa depois da chuva (ou Europe after the rain). Não sei se ele se referiu à deusa Europa ou ao continente, entretanto, explicar quadros surrealistas é a última coisa que pretendo fazer. É claro que a maioria dos quadros famosos não foi feita por meio dessa técninca, um belo exemplo de quadro que causou o maior rebuliço foi o A virgem espanca o menino Jesus vigiada por 3 testemunhas: André Breton, Paul Eluard e o próprio artista. Os motivos são óbvios… Outra característica marcante dos quadros ernstinos de Ernst são que você dificilmente vá notar alguma semelhança intrínseca na forma ou mesmo nos desenhos. A diferença é tanta que se você enfileirar vários quadros dele, dificilmente vai parecer que só uma pessoa pintou de tantas formas.

Bom, Ernst fica por aqui, vale lembrar que surrealistas nunca andam sozinhos, Leonora Carrington, pintora que também será alvo de um comentário do Surrealismo do Acaso (um dia), andou dando uns malhos com nosso surrealista-tema, malhos esses muito mal sucedidos, ambos comeram o pão-que-o-diabo-amassou, não por causa da moral e bons costumes, culpa de Hitler, mais uma vez.