Poesia anarquista

12 01 2007

Metáforas são formas de mostrar a vida
Sutilmente
Livremente
Por isso não vou leva-las nessa corrida

A rima também não deveria fazer parte dessa monotonia
Maquinalmente
Androginalmente
Nos faz tolos de alguma coisa escondida

Composições que não merecem ser lidas
Longamente
Indubitavelmente
Chatas como quando se entra num lugar de gente “morrida”

Duvida
Ande enquanto fazem de vós apenas uma mente
Lute enquanto fazem de vós apenas uma lente
Imagina

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Poesia Anarquista (de novo, gostei)

9 12 2005

Bandeira negra no peito
Sem nada no que pensar
Só em destruir umas escolas
Pra com você, ver as crianças delirar

Criar umas barricadas com paralelepipedo
Passar leite de magnésia nos teus olhos
Pro lacrimogênio não fazer tanto efeito

Organizar uns encontros estudantis
Cheios de píllulas anticoncepcionais
Conversando a noite inteira
Ouvindo Odair José e seu “Pare de tomar a pílula que não deixa nosso filho nascer”…





Como não ser totalmente de alguém

5 12 2005

Eu ia arrancar um hidrante só pra te fazer um arco-íris
Eu ia brigar com um policial só pra te mostrar que não aceito a autoridade dele
Eu ia queimar uns carros só pra você não sentir frio
Eu ia matar Deus pra ele não te mandar pro inferno
Eu ia construir uma geladeira gigante só pro fogo dos carros valerem a pena
Mas agora fico pensando quantas vezes mais, vou ficar pensando
que não adianta ficar pensando
Ainda mais depois de uma visitinha de dias da minha amiga dor
Que não me deixa dormir, que me faz sonhar
Não vou fazer mais nada, só vou esperar…
Esperar como esperam os monges
E vou desistir como desistem os japoneses
Só não vou me matar, por que morrer não presta
E aporrinhar é pros anarquistas, a histeria dos anarquistas
Você perdeu o anarquista, ou que se julga anarquista, Garota de sorte!