Maranhão

21 11 2007

Esse post tem que ser o melhor de todos porque, provavelmente, a guria da terra título desta postagem vá ler e, uma jornalista, se, porventura, achar ruim, o que será de mim?

“…as coisas não seriam tão consfusas e eu não me sentiria tão usado. Mas você sempre soube, que o que eu sempre quis, foi ficar com você.”

The Cranberries (as vezes eu agradeço o “imperialismo norte-americano” por proporcionar esse tipo de terça-feira ao som de linger)

Metafísica dos eletrodomésticos. Será que o fogão sabe que: “panela velha é que faz comida boa”? Ou ele se questiona a respeito da transcendência da matéria e conclui que: quanto mais antiga a composição panelística, menos ferro se depreende da panela, e, portanto, o gosto torna-se diferente? E a geladeira, porventura, pegaremos nossa antiga geladeira branquinha querendo tornar-se uma super-geladeira, ou seja, abandonar sua condição de simples geladeira, tornar-se um espírito livre e irromper o universo numa incontrolável vontade de potência? E a representante do neo-modernismo, a cafeteira, terá ela um amante, também neo, porém zelandes, pronto a leva-la pelos mais ermos cafundós do planeta numa luta acirrada contra o globalismo imperialista dos países de primeiro mundo? E o microondas, esse revolucionário de olhos brilhantes, o que será dele quando o existencialismo de Maguila acender ao Brasil, quando os liquidificadores e afins tomarem partido e se sentirem envergonhados diante de tanta injustiça social para com as batedeiras? No mais, só resta falar de alguém muito especial, a televisão, será ela apenas mais um eletrodoméstico como diz o rapazinho da TV, ou será ela mais um pequeno-burguês angariando recursos para o Ministério da Saúde comprar mais remédio para a população? Tantas perguntas e, no entanto, tão poucas (tampoucas) respostas…