Surrealismo em vídeo 2

4 06 2009

Eu que fiz!





Quem quer um quadro surreal?

11 05 2009

Autêntico! Clique para ver em tamanhão.

Autêntico! Clique para ver em tamanhão.

Eu não vou dar nenhum quadro, então não se iluda. Talvez eu nunca consiga comprar uma obra original, o preço é alto demais para os meus pobres padrões de vida… Aliás, muita gente jamais vai botar os olhos num original, museus brasileiros não são muito fãs do surrealismo.

Mas eu quero saber, se você pudesse, compraria uma cópia? Eu tenho um Magritte, o famoso Mnazna.

Mnazna

Se eu pudesse eu teria mil! Da pra ver minha cara feliz aí? Será que tem mais gente que pinta cópias? Qual será o valor?

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Surrealismo na moda

5 05 2008

Fonte: Müller, Florence. Arte e Moda – 1957, Cosac & Naify.

Fotos: Revista Elle (francesa), fevereiro de 2002.

 

Procurando umas revistas para recorte encontrei uma matéria interessante sobre a moda e surrealismo em montagens fotográficas. Não me pergunte muito pois não traduzi a reportagem e vou apenas limitar a exposição das fotos que saíram…

Antes, porém, vale saber que o surrealismo foi um movimento realmente presente na moda. Eis um apanhado:

Em 1924 houve o lançamento da revista La Revolución Surrealiste, onde Man Ray publicou fotos de moda.

1927: Elsa Schiaparelli – fabulosa – abriu uma maison em Paris e lançou os famosos suéteres trompe-l’oeil.

A partir de 1936 ninguém mais ninguém menos que nosso conhecido Salvador Dalí passou a desenhar vestidos e acessórios para Schiaparelli.

1938: Na Exposição Internacional do Surrealismo em Paris vários artistas, entre eles Marcel Duchamp, André Masson e Salvador Dalí vestiram os manequins.

Já em 1939, o sempre criativo Dalí faz as duas vitrines para a loja de departamento nova-iorquina Bonwitt Teller provocando escândalo. Nesta época algumas coisas ainda tinham este poder.

 

 

E…vamos ao ensaio:

 

Chanel por Karl Lagerfeld

 

 

 

 

Chanel por Karl Lagerfeld com Salvador Dalí

 

 

 

 

 

 

Gyvenchy com Hebert Bayer

 Givenchy

 

Gautier Paris com René Migritte

 

 

Gautier Paris com René Migritte

 

Emanuel Ungaro com Man Ray

 

 

Pierre Balmain com Salvador Dalí

 

 

Christian Dior com Pierre de Molinier

 

 

Atelier Versace com Salvador Dalí

 

 

Christian Lacroix com Max Ernst

 

 

f.





Magritte

17 03 2008

MagritteRené François Ghislain Magritte ou simplesmente Magritte, foi um dos surrealistas mais impressionantes que o planeta Terra teve o prazer de dar moradia. Novamente, tal qual fiz como Dalí, Ernst e Miró não farei uma biografia, já o fizeram (salvo engando, Marcel Paquet no livro René Magritte – 1898/1967) . No caso de Magritte, não vou sequer comentar, vou deixá-lo livre para que se apresente. Muito de sua pintura se assemelha a isso: “Nenhum objeto é cristalizado com seu nome assim irrevogavelmente que se não pode encontrar outro que o serve para melhorar”. E para ilustrá-la, nada melhor que uma olhadela na memória.

Talvez o que o tenha tornado famoso até hoje seja seu intrigante cachimbo que não é. Nas suas palavras: “Um intelectual é aquele que ao ouvir a palavra cachimbo pensa em Magritte”. Mas seu trabalho não se resume a isso, porque “A mente ama o desconhecido. Ela ama as imagens de significados ocultos, desde que desconhecemos o significado da própria mente”. E isso é cristalinamente perceptível ao vislumbrarmos os Amantes.

Magritte, não me pergunte porque, gostava dos chapéus-coco, muito presente em diversas telas, tal qual na O filho de um homem (ou The son of a Man, não sei se a tradução está certa), e essa característica tem muito em comum com a personagem de um livro chamado A insustentável leveza do ser (momento pelo qual minha vida passa) escrito pelo autor tcheco Milan Kundera, mas só isso, porque “um objeto nunca serve como função em sua imagem – nem em seu nome”.

No mais, pensar que “Tudo que enxergamos esconde alguma coisa, nós sempre desejamos ver algo que está escondido por aquilo que enxergamos” me remete diretamente a algo como uma cabeça enorme, que vejo toda vez que preciso ir a escritórios burocráticos com pessoas a me pedir documentos para saber quando meu RG foi emitido…

Meus eternos agradecimentos à Mimi que, sem saber, contribuiu enormemente para esse artigozinho.

Esse artigo faz parte de uma idéia originalíssima sobre blogs e jornalismo proposta por Interney ou Edney, ou Ney, sei lá, nessa postagem.





Surrealismo em vídeo

30 01 2008

Lendo O Pensandor Selvagem, no blog O Reverso do Verso, li/assisti uma postagem muito interessante sobre Isto não é. Isto é surrealismo. Se você assistiu, deve ter notado a semelhança com o quadro “Isto não é um cachimbo” do Magritte. Talvez seja meio confuso tentar explicar isso (e talvez seja desnecessário) mas eu vou tentar de qualquer forma. Quando Magritte pintou essa tela, pintou-a como um quadro, uma imagem, não queria (ou queria) que aquilo “significasse” alguma coisa, é um quadro e nada além disso, não é, realmente, um cachimbo. Tudo aquilo que percebemos, seja pelos sentindos, seja pelos sonhos, para cada pessoa a representação é diferente. Quando EU vejo o quadro ou mesmo o vídeo, minhas percepções ou o modo como encaro e represento internamente aquilo é totalmente diferente do modo como VOCÊ o faz. Por isso, para Magritte e tanto quanto para o cara que fez o vídeo, aquelas coisas podem ou não ser o que realmente são… Magritte foi além, pra deixar isso bem claro escreveu no quadro: “isto não é um cachimbo”. Não mesmo, é um quadro! Ou qualquer coisa que você queira que isto possa ser. É uma representação, a própria linguagem é um meio representativo, há quem diga que até as pessoas mudam (fisicamente) conforme nossa estado de ânimo (e não é por causa do álcool), mas isso fica pra outra postagem!