Chá

24 03 2008

Muitos pensam que o chá nasceu ou teve sua origem na Inglaterra (por motivos óbvios), porém sua real procedência é chinesa. Um dos primeiros encontros europeus com essa maravilha se deu entre 1500 à 1600 e, de lá pra cá, sabe-se lá porque, o chá tornou-se uma das bebidas mais consumidas mundo afora. Sua importância é tamanha que os livros didáticos de história da minha época de ensino fundamental, atribuíam a ele a Guerra do Paraguai… Ou isso ou eu estava em outro planeta naquelas horripilantes aulas de história… Só falta descobrir o porque de tal importância!

No Brasil o chá, como infusão, não é tão popular quanto os sucos e a bebida preta gaseificada. Na região sul, mais precisamente no Rio Grande do Sul, pode-se dizer que o chimarrão é o mais próximo que se chega do chá e lá, todo ser vivo está sempre com sua cuia e garrafa térmica nas mãos. Na região centro-oeste, mais precisamente no Mato Grosso do Sul, o que mais se tem em comum com o chá é o famoso Te re ré, uma dissidência gelada do chimarrão.

Como fazer um bom chá? Primeiro você precisa de medidas! Daí vai da sua preferência, para cada litro d´água, no mínimo duas colheres bem cheias da erva. Coloque a água para ferver e aguarde até que ela entre no ponto de ebulição, mas não deixe que ferva! Quando sentir o ínicio do fervimento, desligue o fogo e leve a água para o recipiente onde se encontra a erva. Alguns preferem coar em coadores de papel, outros preferem peneiras, no entanto não há diferença.

Não deixe a água ferver, esse é um ponto importante, se fizer isso é provável que o chá fique com um leve gosto de melado ou queimado, isso porque a água fervente queima a erva!

Meyviu

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Salvador Dalí

20 02 2008

Salvador Dalí foi um cara bacana, muito engenhoso e espertalhão, um dos acadêmicos mais brilhantes que já tive a oportunidade de ver as obras (numa revista, é claro). Não vou escrever uma biografia dele, isso já fizeram (“Dalí, a Obra e o Homem” de Robert Descharnes) só vou apontar alguns fatos e algumas obras de maior relevância no movimento surrealista da época. Eu ainda não encontrei os quadros acadêmicos para colocar aqui, mas se você tiver a oportunidade, não perca, são pinturas que beiram a perfeição. E aí mora o problema de Dalí, ele se intitulava a própria manifestação do surrealismo na Terra, dizia (tal qual o Rei Sol): “O surrealismo sou eu”. Dalí foi, salvo engano, o único surrealista que se propagandeava, ou seja, fazia um rebuliço para ser reconhecido. Bom, ele conseguiu, por isso até hoje é um dos poucos surrealistas conhecidos pela maioria das pessoas. Suas aparições em programas de TV norte-americano lhe renderam a imagem de surrealista mór, não porque o era (e, convenha comigo, a vanguarda surrealista jamais imporia hierarquismos às obras) mas pelo seu insistente jogo de cintura em se auto-promover. Pra você ter uma idéia, aquele perfume em forma de boca foi invenção dele e, se não me engano, a essência também foi escolha dele.

A vanguarda surrealista não era muito fã de Dalí, mas tinham que admitir sua genialidade. Entretanto, a estética proposta em seus quadros, segundo a vanguarda, fugia do que consideravam surrealismo, e, como essa vanguarda mal ganhava pra se sustentar, acho meio suspeita a opinião em vista do grande sucesso do “companheiro”. Bom, eu não vou “explicar” os quadros surrealistas, principalmente os Dalís, a interpretação de pinturas é deveras racional demais ao meu ver e isso atrapalha aquilo que cada um procura no que vê, portanto indico alguns mais interessantes: Persistência da Memória, Faces da Guerra, O grande masturbador e A girafa em chamas. Reparem nas formigas, elas quase sempre aparecem nos quadros dele…

Agora um final interessante, uma histórinha. Bom, antes um breve aparte histórico. Dalí foi casado e, apesar das inúmeras traições de ambos, sempre foi casado, sua esposa chamava-se Helena Diakonova, mas era conhecida como Gala. É sabido que ambos tinham um coelho, e para onde iam, levavam o tal coelho. Certa feita, de mudança para um apartamento, não conseguiam resolver o que fazer com o coelho, pois não poderiam deixá-lo num apartamento em meio a tintas e tudo mais. Então, Gala, numa brilhante dedução, tomou uma decisão, fez um ensopado com o coelho mas não contou nada a seu marido. Após o jantar, Dalí sentindo a falta do bichinho perguntou: “Cadê o coelho?”. Gala respondeu: “Está com você!”. Realmente estava, nas entranhas e agora conseguiriam levar o coitado aonde quer que fossem!

Quem quiser saber mais, o site da Fundação Gala-Salvador Dalí tem bem mais informações além de ser específico em Dalí.





Paraná

28 09 2007

“Marx meu amor, te amei tão História, Mao e Shu vocês também, que soerguido vital, que caminhadas que floração, que linguagem, e fui relendo, anotando, cintilantes esquemas, destrinchações, como se eu fosse jantar com a História logo mais, como se eu fosse meter com a História, as pernocas abertas da História, as coxonas cozidas de tão faladas, o vaginão da História, vermelhusco, baboso, e o meu fiapo magro nadando lá por dentro…”

Hilda Hist

O anjo bom, hoje, entrou nas entranhas do inferno pra comer o diabo que o pão amassou, não tinha mar, foi pro rio, beirar. Comprou estanho pra comer derretido e cagar farpado. Não tinha sexo, bebeu comprido uma fileira inteira de soldados vietnamitas pra escarrar às faces de seu algoz, atroz. Comprou 6 tipos de amores, 1 pra cada guerra desconcertante que pretendeu durar 6 dias. Fez festa aos montes com o pouco de sapato que lhe restara, fez do tempo lixo, plantou batatas e as tirou do vencedor. Comprou vinagre pra dar de beber aos lusíadas. Nada mais resta senão desviar o canto do olhos da freira grávida, e assim deu Adeus a Deus e partiu para o finito das sem lembranças…





Napoleão e o pão frânces

14 10 2005

Voltando às postagens normais do blog, vamos tratar hoje de mais história, e vamos muda-la um pouco…
E se Napoleão tivesse dado prioridade em arrebatar o Brasil dos portugueses ao invés de ter se metido na Rússia? Talvez estivéssemos cantando a Marsellhesa hoje? Ou talvez o pão frânces fosse a bandeira nacional, já que em matéria de pão ele é o mais conhecido… Ou o Carrefour com aquele símbolo maldito fosse o que o Pão-de-açucar é hoje em matéria de supermercado… Ou quem sabe ele abrisse uma filial da Sorbonne aqui, se bem que eu num ia passar no vestibular mesmo, melhor, talvez ele erradicasse essa imbecilidade que é o vestibular… Ou quem sabe desse prioridade ao Brasil e tornasse-nos um potência industrial e talvez eu nem estivesse escrevendo isso aqui hoje porque os franceses são xenofôbicos e não iriam admitir a entrada dos meus antepassados que são, árabes… Infelizmente os árabes não são bem-quistos em lugar nenhum imagina por uma nação franco-brasileira onde os governantes seriam putas, bebâdos, corruptos, bom, nesse quesito não mudaria muito…