Publicado por: fassicolo em: 30/07/2009
O soberbo e sempre soberano pulsar do pensamento
Pois em mim anguloso e nem sempre aleatório movimento
porém,
acima de tudo, inconfesso no desejo de migrar para além
de tudo o que é belo,
e sublime,
e presente no peito amado.
Crê em minhas palavras mas não credite os sentimentos.
f.
Publicado por: meyviu em: 09/06/2009
Primeiro eu tenho que ser honesto, nas minhas buscas virtuais por emprego nunca tinha sequer lido alguma coisa sobre a MonsterBrasil. A primeira vez que tive notícia dela foi ao receber o artigo do Cardoso no meu ThunderBird. Gostei da proposta (e também da chance de ganhar o livro, claro) e resolvi conhecer o site.
Sou assinante da Catho e, por mais que eu não quisesse, meu olhar foi um pouco comparativo. Num primeiro momento a Monster não me pareceu interessante, fiz uma busca por vagas em Curitiba e encontrei somente 3 propostas, todas sem nenhuma relação com meu perfil. Na Catho todo dia as propostas são atualizadas, no mínimo 4 ou 5 novas propostas. Claro que a Catho é totalmente paga e não é barato.
Continuei minha observação e resolvi tentar o cadastro, afinal de contas a Monster se diz totalmente gratuita para os candidatos. Foi essa a parte que achei mais interessante, além da gratuidade, os campos a serem preenchidos abrem um leque maior para que os empregadores conheçam mais sobre a gente. Por exemplo, temos a possibilidade de elencar alguns hobbies, caso eu fosse empregador me interessaria bastante em saber o que meus funcionários fazem no seu tempo livre, até mesmo para saber se o perfil dele se relaciona de alguma forma com os objetivos da minha empresa.
Outro ponto que achei bastante interessante foi no quesito habilidades, a Monster tem o único site que conheço com um local específico para relacionar seus aprendizados com softwares, foi o local perfeito para expor meus conhecimentos nalguns programinhas como o Corel, Publisher etc.
Claro que nem tudo é perfeito, apesar da caixa de diálogo que auxilia no preenchimento dos campos, me bati um pouco para conseguir cadastrar o emprego que desejo. Depois de algum tempo reparei ser apenas um erro que, infelizmente, me fez refazer uma parcela dos campos.
Depois de cadastrado a navegação fica mais fácil, o preenchimento do currículo em si é bastante simplificado além de ter a possibilidade de alteração da fonte (estilo) no campo objetivo, função que achei bastante útil pra dar uma visualização melhor.
Agora é comigo, conseguir algumas referências, montar um network e ver o que o site vai poder fazer por mim!
Publicado por: meyviu em: 04/06/2009
Eu que fiz!
Publicado por: meyviu em: 28/05/2009
Publicado por: meyviu em: 27/05/2009
Esses dias no Jô um dos entrevistados foi o jornalista Marcos Losekann, o correspondente global em Israel. Veio para o Brasil para o lançamento de sua trilogia Entrevista com Deus, inspirada em fatos reais ou não. O livro, mui supercialmente explicado por ele, conta a história de um jornalista ateu que, ao final da narrativa, tem plena certeza de ter entrevistado o Pai eterno, sendo o grande mote do livro a dúvida sobre a realidade dessa entrevista.
No meio de sua entrevista para o gordo mais conhecido do Brasil, Losekann diz não ser ateu, que no meio jornalístico ser ateu é visto pelos outros jornalistas como conditio sine qua non para se tornar um bom jornalista e que isso o irritava. Daí disse qualquer bobagem para provar a existência de Deus.
Uma coisa é verdade, a maioria dos ateus considera os que tem alguma religião pessoas intelectualmente inferiores. Uma porque leram a bíblia com mais afinco que qualquer pastor de merda. Outra porqe leram o Anticristo do Niezstche e se consideram tão ou mais “espíritos livres” que o próprio autor.
Existem dezenas de casos que poderiam comprovar a tese número um, de que traças de bíblia são realmente muito burros, como esse:
O fato é que o ateísmo, embora parece o contrário, cresce e muitos se sentem envergonhados de assumir que acreditam em alguma coisa. Ser católico por exemplo pode dar a entender que você não se importa com os padres pedófilos, que você não usa camisinha, não trepa antes do casamento nem é a favor das pesquisas com células tronco. Ser evangélico protestante passa a imagem de que você é um tonto que entope o rabo dos pastores com o dinheiro ganho a duras penas.
A melhor escolha parece ser adotar uma religião oriental. Até onde sei eles não tem problema com homossexualismo e dinheiro é a última coisa que querem (vide a vida asceta que os monges budistas têm). Nunca soube de uma guerra que tivesse começado por parte de budistas ou hindus, tampouco os vi condenarem qualquer atitude do ser humano (nem cigarro eles criticam).
O lado bom dos ateus é que sempre estão dispostos a uma boa e inútil discussão com quem quer que seja. Em suma, acreditar em alguma coisa deveria ser encorajado, afinal de contas você não quer que a Hebe tenha pena de você por não ter Deus no coração…
A vanguarda surrealista preferiu excluir Deus de seus trabalhos por diversos motivos, no entanto Dalí era católico apostólico romano, dos fervorosos. A arte sempre esteve lado a lado com a religião, um bom exemplo é a Última Ceia do tão discutido e aclamado Da Vinci. Em suma, quer ser ateu? Lembre-se que existem bilhões (literalmente) de pessoas que acreditam nalguma coisa, seja ela qual for, até no “Fluído” como diria um antigo professor…
Pintura original aqui. Sabe me explicar esse post dos Irmãos Brain?
Publicado por: meyviu em: 20/05/2009
Essa história aconteceu entre agosto e dezembro de 2008.
Ser um quintanista de direito tem lá suas vantagens, pouca aula, muito buteco, muita festa bancada pelos professores e uma sabedoria muito peculiar: conhecer todo espaço físico da faculdade.

Um desses espaços físicos que só os quintanistas de direito de uma faculdade de Marília conhecem chama-se banheiro da biblioteca. O local de sua construção é estratégico, fica nos fundos da ala de vídeos educativos, ou seja, 2 ou 3 visitantes por biênio. Sendo assim, quando a vontade apertava era para lá que os quintanistas corriam.
No entanto, um de meus amigos desconhecia o paradeiro desse pacífico local, expliquei e lá foi ele em sua desbravante epopéia. E aqui abro um aparte para elucidar mais uma das vantagens de ser quintanista: a amizade que um curso de 5 anos proporciona, não há meio termo entre uma conversa de quintanistas e eis que em seu retorno ouvi o seguinte relato.
“…cheguei e entrei na primeira porta que vi. O silêncio de lá é reconfortante e animador. Sentei-me na privada e logo veio a linha de frente das tropas do general Delgado. O barulho era ensurdecedor mas eu ouvi ruídos estranhos ao que estava acostumado. Não dei bola e dei continuidade à batalha. No entanto, os ruídos continuaram estranhos e resolvi parar de repente, só pra confirmar. Foi então que reparei que não estava sozinho, havia outra pessoa na porta ao lado da minha.
Nem pestanejei, comecei a gargalhar como um maluco e o sujeito ao lado também. Após as risadas começamos a conversar. Falamos sobre algumas novas modalidades de contrato, da reforma do Código Civil, da farsa do tribunal do júri etc. Então veio o momento crucial. Precisavamos sair… Ele sugeriu que um esperasse enquanto o outro tivesse tempo para evadir-se da biblioteca. Eu concordei e assim foi, ele saiu, esperei mais 2 ou 3 minutos e também sai. Não sei quem é, nem nunca vou saber. E tudo isso graças a você!”
Eu ouvi isso de verdade, por isso não cito nomes nem datas mais precisas.
Créditos fotográficos: Almeirim
Publicado por: meyviu em: 11/05/2009
Eu não vou dar nenhum quadro, então não se iluda. Talvez eu nunca consiga comprar uma obra original, o preço é alto demais para os meus pobres padrões de vida… Aliás, muita gente jamais vai botar os olhos num original, museus brasileiros não são muito fãs do surrealismo.
Mas eu quero saber, se você pudesse, compraria uma cópia? Eu tenho um Magritte, o famoso Mnazna.
Se eu pudesse eu teria mil! Da pra ver minha cara feliz aí? Será que tem mais gente que pinta cópias? Qual será o valor?
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Publicado por: meyviu em: 05/05/2009
Professora ou professor do meu Brasil varonil, eu não faço a menor idéia em que série a gente aprende sobre surrealismo, o que eu sei é que tudo que aprendi sobre foi com minhas pesquisas, leituras e visitas a museus. Mas parecem que resolveram ensinar nas escolas, então não perca a oportunidade de ensinar essa mulecada o valor real do surrealismo.
Lição 1 – Não supervalorize Salvador Dalí. O surrealismo foi muito além do que o bigodudo aí fez, claro que deixá-lo de lado não é uma escolha. Mostre suas telas, mostre suas singularidades mas não deixe o homem superar a obra, Dalí foi um dentre vários. Não esqueça de levar o perfume…
Lição 2 – Diferentemente das outras expressões artísticas, o surrealismo não se importa do que vão pensar das suas telas. Sendo assim, cuidado ao mostrar uma onde a virgem espanca o menino Jesus. Os pais e responsáveis podem ficar putos e uma demissão pode vir a acontecer.
Lição 3 – Surrealismo não é só pintura. Vale a pena dar uma lida no Manifesto escrito por Breton, tanto pela parte histórica quanto pelo significado do movimento. Sim, é um pouco extenso e de vez em quando chato, nada que tenha matado alguém entretanto.
Lição 4 – Mostre o filme Um cão andaluz. Como eu disse, o surrealismo foi além da pintura. O filme é ótimo, algumas cenas são imprórias, admito, mas nada tão violento quanto o PicaPau ou o Frajola. É preto e branco, sem som, completamente nonsense, mas é mais do que uma aula de surrealismo, além de ser de pouca duração. Caso não o tenha disponível, aí vai o link para download: Um cão andaluz. O filme foi dirigido por Luis Buñuel e o próprio ícone, Salvador Dalí. De qualquer forma é melhor assistir antes de mostrar pra galerinha…
Lição 5 – Vanguarda é completamente diferente de chefia. Afinal de contas Breton nunca cobrou aluguel dos artistas por entupirem seu apartamento, não ganhou nenhum dinheiro significativo, nem se promoveu a tal ponto. Vanguardas estavam um passo a frente na cultura artística de sua época e por isso se posicionavam no pelotão de frente. Já a vanguarda surrealista, diferentemente do que propõe os wikipedistas, não se considerava a detentora da verdade, porém chegou a expulsar membros que não seguiam a linha “imposta” ao resto dos “militantes”.
Lição 6 – Kafka. Embora a maioria dos chatos literatos brasileiros não enxerguem em Kafka um potencial surrealista, na minha opinião A Metamorfose está muito perto disso. Um ser que se transforma num barata, a única explicação é essa: surrealismo.
Lição 7 – Miró. Se tudo isso parecer um pouco chato, nada melhor do que mostrar algumas telas, certo? E por que não Miró? Seus quadros são os que possuem aquela coisa lúdica mais implícita, duvido que uma criança ou adolescente não goste…
Lição 8 – Créditos. Diga que viu essas lições aqui, no Surrealismo do Acaso!
Lição 9 – Museus. Obviamente leve seus aluninhos ao museu! *
*Thank´s to Incautos do ontem!
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