Mato Grosso

16 10 2007

“Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar!”

Oswaldo Montenegro

Chuva timoneiro, chuva timoneiro, canta coração, canta coração… Ianque bravo com a situação econômica desfavorável, cuspe matinal, jantar cômico dum domingo chique à luz de velas. Amanhã bem cedo sobe o balão da vida, acorda madrugada parida, chega de tanta encenação! Acorda timoneiro bruxo, a janela do quarto aberto faz do sangue a jugular dos desejos. Ai que coisa triste triste, muitíssimo amigo meu fez-se diabo ruivo pra cortar a garganta daquele que não comprou a pinga pra pomba-gira. Milagre é coisa de louça, um aqui outro acolá e o pobre continua a rezar, pra ver o sonho aumentar, o sonho que só se põe a sonhar. Cade a magia negra das velhas rendeiras do alto Maranhão? Cade a caatinga preta do galo e do esporão? Minha gente sofrida, lembrou-se hoje da dor, comprou barrigada de bode pra comer com azeitonas azedas. Ainda sobra tempo pra comprar água com gás, senhor timoneiro? A madrugada de novo vem se afastar, chega de tempo nublado, chega de céu carregado, não quero ser vítima da água molhada de um senhor feudal cheio de rancor por perder seu pudor e armar guerra contra a muralha, da China. O calendário, esse inimigo invisível e ardiloso, juntou o tempo nas suas mãos e escafedeu-se estropiado pra Maracangalha, dançar frevo e cantar com o maldito do timoneiro. Ai seu timoneito malvado, come logo essa porcaria de trufa que não sobrou mais nada pra dar pros porcos…

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