No meio do nada

12 09 2007

“Procuramos alguma coisa que já nos encontrou”
Jim Morrison

Outra historiazinha. Começara o dia bem cedo naquela tarde. Os olhos não mais combinavam com a cor do sutiã. Tanto faz. Ninguém mais se importa com a rosa do guia-anão. À guisa de se tornar mártir, juntou as folhas de sua calçada e com elas fez fogo. Da fumaça fez um bolo. Subiu aos céus, ressucitou no terceiro dia, fez da Terra o alívio de uma dor sem natureza. Comprou o amor dos passáros por míseros dois centavos, enquanto a lebre da sua irmã jazia morta numa casa abandonada. Proxeneta de aves! Vadia de um dente só! O povo clama e ama. Nasceu morta de uma labareda única. Viveu seu tempo com um arranque. Fez da glória uma senhora, fez de sua fada uma cadela sem jóia. Foi omissa, foi à missa, fez sexo embaixo da ponte, fez amor como se ama a própria fronte. Por fim sumiu, saiu, desfez, morreu sem deixar vida, jaz em paz num túmulo distante, próprio daqueles que nunca foram amantes…

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One response

20 09 2007
orc_rosse

Foi omissa… foi à missa… ao que parece, estava consciente do seu devido lugar… ou ainda não sabia que uma mão trabalhando vale mais que milhares rezando.

E quando fez amor como se ama a própria fronte… coitada… amamos a fronte com um sabor lúdico e puritano… não, não, não é assim que se faz amor!

Mas já que jaz em um túmulo distante… talvez a visite algum dia desses, quando minhas idéias ou minhas decepções me levarem ao longe!

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