A balada

15 12 2006

Numa festa na casa do Zé, se bem que a festa tava tão cheia de gente que parecia uma verdadeira baladinha, Tonhão e Sérgio foram juntos. No meio do caminho encontram com Luciano, vulgo Lulu, com quem tinham pequenos desentendimentos por causa da irmã de Sérgio. Tonhão, sabendo da picuinha do amigo, resolveu dar um tapa em Lulu pra ver o que que dava. Deu que o tapa foi forte demais e Lulu caiu no chão, nisso Sérgio começou a chutar e Lulu levou um verdadeiro “cacete”. Lulu gemendo de dor não conseguia se levantar, foi quando Sérgio pegou um toco de madeira e já se preparava para dar a paulada quando Tonhão disse que já bastava, que Lulu já tava todo estrupiado e além disso tava com vontade de mijar. Como ainda estavam um pouco longe resolveu mijar no muro de uma casa por perto.
Finalmente chegaram na “balada” do Zé. Como Tonhão era peão de obras, seu palavreado era um tanto quanto, digamos, vulgar, quando via uma menina bonita dizia logo: Que courinho em!!! De courinho pra lá, courinho pra cá, logo viu um que o deixou excitado. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, esse couro tinha acabado de se meter numa encrenca com um dos traficas da festa. Tonhão logo se sentiu na obrigação de ajudar aquele “courinho”, e o fez com brilhantismo. Conversou alegremente com os traficas (que por acaso conheciam seus amigos de trabalho e, portanto, sabiam da encrenca) e o caso foi esquecido. Shiry, a garota, uma morena esbeta e linda, logo foi agradecer Tonhão e lhe lascou um beijo bem no meio do seu queixo (que excitante hãn). Tonhão, avermelhado, pensou: to gamado!
Depois de alguns minutos, o esquema de Tonhão acertado com Shiry, Sérgio resolveu pegar uma caipirinha na cozinha da casa do Zé. Já na cozinha se deparou com Ih, Ih, ou melhor, Italo, um dos garotos mais perigosos da redondeza. Ih estava contado para alguns rapazes como tinha enfrentado 3 policiais sozinho e arrebentado com eles, nisso Sérgio, muito dos encrenqueiros, disse: Não queira Ih, não me venha com essa… Pegou a caipiroska e saiu, foi falar com Zé para alerta-lo da presença de Ih, que com certeza não tinha sido convidado. Zé, como bom anfitrião, estava rodeado de gente, quando Sérgio se aproximou para lhe contar sobre Ih, Zé disse no ato: Que Ih? Saí daqui ooooo!!!
Sérgio saiu furioso da sala onde Zé estava, prometeu que faria propaganda negativa das próximas festas de Zé, jurou de si para consigo que ninguém mais vair querer ir lá, ninguém nem a Chita! Nesse meio tempo, Tonhão, que procurava Sérgio, começou a ficar meio ansioso até a hora de sair com Shiry, resolveu, pois, que para animar a festa, deveria ligar para seus amigos do trabalho… Como moravam perto, chegaram poucos minutos depois, chamavam-se a si próprios de Os Peão (sic). Foram direto para a piscina gritando: casa de playba nóis zoa memo (sic). Como a casa inteira estava bebadérrima, não demorou mais que 10 minutos para que todos entrassem na água, inclusive Tonhão e Shiry. Sérgio meio a contragosto também se molhou um pouco, afinal, todo mundo estava lá, até o Zé que, depois de alguns baseados, pouco se importava com o estado final da piscina. O mais importante agora é relatar uma coisa, Tonhão e Shiry. Tonhão, incessantemente, pedia que Shyri desse para ele ali mesmo, sob o argumento de que naquele aperto ninguém ia ver mesmo. Insistiu tanto que rolou, transaram ali mesmo e, por incrível que pareça, só Sérgio notou.
Lá pras 4:00 da madruga, de novo uma pequena confusão. Zé, muito dos fuchiqueiros, falou pro Ih que o Sérgio tinha falado mal dele. Ih, bebâdo, começou a chamar Sérgio pra brigar, Sérgio, calmo até demais por causa da maconha, só fazia cuspir água pra cima. Tonhão, são pois não bebia nem usava drogas, resolveu levar as dores do amigo e, não sei por que até hoje, disse pro Ih: enfia seu cú no mar e vem! O povo, em volta começou a gritar em meio aos olhares de Guerra de Ih e Tonhão: Mó legal! Mó legal! Como Ih não estava a fim de morrer, sabia que Tonhão era membro do Os Peão (sic), pediu seu celular pra mandar uma mensagem para seus amigos, porém não podia colocar as mãos molhadas no celular e perguntou pro pessoal: alguém sabe digitar em formato T9? Nisso um dos irmãos mais novos de Zé respondeu: Sei digitar! A balada acabou se transformando numa guerra, e nunca mais se ouviu falar em balada do Zé!

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