Suprarealismo

13 06 2008

A origem da palavra surrealismo, melhor, a genealogia da palavra surrealismo é composta pela idéia da expansão da realidade no chamado mundo das artes. Na Romenia o surrealismo é chamado de suprarealism, não sei se a língua romena tem alguma coisa latina, mas no que tange ao surrealismo, sua significação, se levada ao pé da letra, nos conduz ao mesmo significado. Além do real…

Eu e você somos acostumados a vários tipos de coisas, nos familiarizamos com o cotidiano a ponto de aceitar todo tipo de coisa como normal ou mesmo como real. Vira e mexe com certeza você abre seu navegador e acessa algum site de notícias e lá está algo como: “Membro do RBD posa para revista gay mexicana” ou “Corintianos iniciam campanha no orkut para tirar o goleiro Felipe”. Daniel Cohn-Bendit (um “anarquista” metido a besta) disse em seu “O grande bazar” que quando a humanidade possuísse um mecanismo que os unisse diretamente sem que precisassem sair de suas casas a coisa seria diferente…

Ong´s são financiadas pelo governo, governos são moldados por Gno´s (Grupos nacionais oportunistas, mais conhecidos como Partidos), o governo financia os filmes, os filmes são contra o governo, metade dos brasileiros resolveu fechar os olhos, a outra adormeceu, televisão é cultura, novela uma cátedra e eu sozinho no dias dos namorados…





Shakespeare político!

26 04 2008

Uma breve introdução: Curitiba é uma ótima cidade, enfim! Assisto palestras gratuitamente, assisto filmes antigos gratuitamente. Assisti então uma palestra sobre Shakespeare.

Othelo! Othelo foi um general mouro a serviço dos europeus que deu em cima da filha de um senador e… se deu bem, a priori. Depois matou Desdemona e a si mesmo. Othelo não era negro, como querem a maioria das peças, pelo que entendi era mouro e ponto. Apesar da palestra ter sido pautada na narrativa em Othelo, o que mais me chamou a atenção foi um comentário da professora em relação ao poder do teatro naquela época. Quando Shakespeare encenou um dos Henriques (não me recordo qual, perdão!), teve que se explicar muito direitinho para o rei e toda a nobreza inglesa da época. Sim, pois a peça referia-se a um rei destronado! Ou seja: “Shake, vem aqui um minutinho! Como que tu mostra para a população que um rei pode ser destronado? Usou drogas é? Pensas que estamos aqui por mero acaso? Somos a vontade de Deus, exijo explicações gurizinho, imediatamente!”.

Em síntense, a arte ultrapassava as barreiras da arte e se metia onde não era chamada! Cara, isso é impressionante, imaginem um Shakespeare dos dias de hoje! É uma pena que os artistas e intelectuais prefiram fazer propaganda a favor de políticos e demais escória (vide Chico Buarque de Holanda)…

¡Se hay gobierno, yo soy contra!





Política em geral

21 02 2008

Hoje li um e-mail enviado pela minha mãe. Era uma carta de um senador para um banco, banco esse que não vou citar o nome, mas teve seu início numa cidade do interior paulista cujo nome é a musa inspiradora de Tomás Antônio de Gonzaga (estou me sentindo Dan Brow). Em síntese, a carta do dito senador provocava o banco a tomar uma atitude moral em relação às taxas bancárias, isso porque o tal senador comprou um carro e saiu do banco com a alma penhorada devido à taxa disso, taxa daquilo, taxa por pagar taxa etc. Chegou a propor que o padeiro da esquina instituísse taxas por manter o pão quentinho. Em suma, acusou o banco de adotar uma atitude imoral em relação à sociedade.

Antes de mais nada, um aparte. Antes de ouvir/ler a opinião de um político, reservo-me o direito de ouvir primeiro a opinião da minha cachorra, que por sinal, é bem mais honesta e simples. É claro que ela se limita a abanar o rabo ou apenas me ignorar, ou seja, uma resposta bem mais sensata que a de qualquer deputado ou senador. Por fim, lembra quais foram as figuras com maior destaque no total de votos para deputado federal na última eleição? Sim, Clodovil Hernandes, Frank Aguiar, Enéas, dentre outros. Esses são os caras que votarão as leis do nosso país. Portanto, nada mais justo do que classificar Brasília como um dos maiores playgrounds do planeta Terra.

Agora, consegue se lembrar do escândalo que envolveu o Senado meses atrás? Lembra dos bois e das fotos de garotas com plaquinhas escritas: “Renan, come eu!” Lembra que, como sempre, tudo acabou naquela massa chata muito apreciada pelos italianos? Longe de mim defender um banco, mas me responda você, quem tem moral pra falar de quem? Um recebe auxílio-terno, auxílio-moradia, auxílio-viagem, auxílio-animal-de-estimação auxílio-cana-de-açúcar, cartão corporativo etc, tudo pago com a grana dos nossos bolsos, outro aproveita que no Brasil a empresa decide onde vai depositar o salário do trabalhador e cobra taxas tsunâmicas de manutenção de conta.

Quem?





Politiciar o que era impoliticiável

22 11 2005

Me prometi a nunca tratar de temas políticos neste espaço, para isso temos os blogs do Oscar e do Faléco, porém, só dessa vez, vou ater-me a fazer uma crítica, ensejada pelo livro a Insustentável leveza do ser de autoria de Milan Kundera (grandissíssimo autor tcheco).

Em suma, a estória de Édipo, é a de um filho que, abandonado pelos pais quando bebê, torna-se Rei após sua emancipação. Encontra uma princesa, mata seu acompanhante, e casa-se com a princesa. Mais tarde vem a descobrir que a princesa é sua mãe, e o acompanhante morto, o pai. Descoberto isso, trata Édipo de furar os próprios olhos e a errar pelo seu reino. (Estória altamente resumida e cheia de erros, mas o que tinha que ser escrito foi). Ora, se compararmos a situação com o cenário político atual brasileiro, poderemos tirar contundentes conclusões, por exemplo, nosso Presidente, que alega de nada saber (Édipo não sabia que dormia com sua mãe) e com isso se esquiva de qualquer punição ou responsabilidade (Édipo, mesmo não tendo culpa, furou os próprios olhos diante de sua ignorância). Outra conclusão é nosso Congresso que, nada fazendo para punir suas entranhas podres, se esquiva, mais uma entre tantas outras vezes, de se responsabilizar por inteiro, comendo e não dormindo. Não sabíamos, dizem, que importa, eu digo. Não se pode provar nada,dizem, provar que o sistema representativo brasileiro não funciona, esta mais que provado, eu digo. Burocratizar a corrupção, eu digo, plena defesa, eles dizem. Não me ofereceram nem um cigarro, fiquei na porta estacionando os carros, não me elegeram chefe de nada, e o meu cartão de crédito é uma navalha… Brasil, mostra a tua cara…

…”quanto mais leis possuí um país, mais corrupto e mais sórdido se torna a máquina, pois das lei se extraem os fatos ocorridos e a incumbência de puni-los, nunca a resolução.”
Texto extraído de A ética protestante e o “espírito” do capitalismo de Max Weber, mas num foi ele que escreveu isso, foi um amigo dele, sei lá, num lembro, só lembro que foi do livro.








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