Surrealismo do acaso

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Dos fins

Publicado por: fassicolo em: 09/07/2008

Mulheres em piromancia
rabiscam destino e vislumbram a manhã
sedento de sonho abro meus olhos
e risco no ar o destino do peito amado
dentre todas os astros escolhi o meu rei
ou por ele fui alçada até mais alto céu
a pedra rolada assinala o caminho
da mão que transforma a flor em perfume
e o sol queima a tez sedenta de [...]

Poesia surrealista # et finitum – Maximillien Ernst

Publicado por: fassicolo em: 19/06/2008

DOIS MIL PELES VERMELHAS
Para eles
o tempo existe
em estado abolido
Dois mil peles-vermelhas se abaixam
na planície
felizes de sua ventura
preludiam as sublimidades de suas danças
Eles tragam os dias
tumultuam as noites
Dois mil peles-vermelhas e lúcidos
se preparam para fazer rir a chuva
suas terras enrugadas pelo desejo e pela fome
fazem bater seus tambores a sons plenos
Sons
plenos
Dois mil peles-vermelhas amorosos
se preparam para [...]

Poesia surrealista #2 – Salvador Dalí

Publicado por: fassicolo em: 12/06/2008

Gala,
não está incluída
no círculo
de meus objetos de relações
teu amor está de fora
das noções comparativas e mendicantes
dos sentimentos humanos
porque não tenho sentimento algum por ti
porque os sentimentos supõem a ausência do amor
ou sua fraqueza
e é de fora de todo sentimento
que a representação pura e única
dos meus desejos
me liga sem medo
as representações violentas de minha morte
e é [...]

Poesia surrealista #1 – Hans Arp

Publicado por: fassicolo em: 06/06/2008

O PAI, A MÃE, O FILHO, A FILHA
O pai se pendeu
em lugar da pêndula.
A mãe está muda.
A filha está muda.
O filho está mudo.
Todos os três seguem
O tiquetaque do pai.
A mãe é de ar.
O pai voa através da mãe.
O filho é um dos corvos
da praça de São Marcos de Veneza.
A filha é um pombo-correio.
A filha é [...]


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