Surrealismo do acaso

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Crível Pensamento

Publicado por: fassicolo em: 30/07/2009

O soberbo e sempre soberano pulsar do pensamento
Pois em mim anguloso e nem sempre aleatório movimento
porém,
acima de tudo, inconfesso no desejo de migrar para além
de tudo o que é belo,
e sublime,
e presente no peito amado.
Crê em minhas palavras mas não credite os sentimentos.
f.

O Problema Teológico da Merda

Publicado por: fassicolo em: 28/07/2009

Recentemente tive o desprazer de postar em uma pseudo lista de discussão o referente título acima. Claro que não se trata de uma lista antiga, com um quadro numeroso de membros, pelo contrário, são poucos e calados. Mudos diria tendo em vista que desde sua criação nenhuma correspondência fora trocada. Pensei que um tédio voraz [...]

Olha o hífen!

Publicado por: fassicolo em: 17/03/2009

E para não dizer que não falei (mal), da reforma ortográfica, me lanço agora a esta árdua tarefa. Do alto dos meus tantos anos de português, que agora posso chamar de antigo, ultrapassado, reformado, mal fadado, posso dizer que mais aprendi por osmoze que pela dedicação aos livros da escola. Embora não seja adepta do [...]

Dos fins

Publicado por: fassicolo em: 09/07/2008

Mulheres em piromancia
rabiscam destino e vislumbram a manhã
sedento de sonho abro meus olhos
e risco no ar o destino do peito amado
dentre todas os astros escolhi o meu rei
ou por ele fui alçada até mais alto céu
a pedra rolada assinala o caminho
da mão que transforma a flor em perfume
e o sol queima a tez sedenta de [...]

Poesia surrealista # et finitum – Maximillien Ernst

Publicado por: fassicolo em: 19/06/2008

DOIS MIL PELES VERMELHAS
Para eles
o tempo existe
em estado abolido
Dois mil peles-vermelhas se abaixam
na planície
felizes de sua ventura
preludiam as sublimidades de suas danças
Eles tragam os dias
tumultuam as noites
Dois mil peles-vermelhas e lúcidos
se preparam para fazer rir a chuva
suas terras enrugadas pelo desejo e pela fome
fazem bater seus tambores a sons plenos
Sons
plenos
Dois mil peles-vermelhas amorosos
se preparam para [...]

Poesia surrealista #2 – Salvador Dalí

Publicado por: fassicolo em: 12/06/2008

Gala,
não está incluída
no círculo
de meus objetos de relações
teu amor está de fora
das noções comparativas e mendicantes
dos sentimentos humanos
porque não tenho sentimento algum por ti
porque os sentimentos supõem a ausência do amor
ou sua fraqueza
e é de fora de todo sentimento
que a representação pura e única
dos meus desejos
me liga sem medo
as representações violentas de minha morte
e é [...]

Poesia surrealista #1 – Hans Arp

Publicado por: fassicolo em: 06/06/2008

O PAI, A MÃE, O FILHO, A FILHA
O pai se pendeu
em lugar da pêndula.
A mãe está muda.
A filha está muda.
O filho está mudo.
Todos os três seguem
O tiquetaque do pai.
A mãe é de ar.
O pai voa através da mãe.
O filho é um dos corvos
da praça de São Marcos de Veneza.
A filha é um pombo-correio.
A filha é [...]

Instante

Publicado por: fassicolo em: 05/06/2008

despencando do reverso vazio as abóboras sublimam o fluxo vão da fome antagônica
pencas perdidas do horizonte de eventos em salpicos flácidos de gota tangente
tudo e cor e soslaio crescente em fluídas repartições concêntricas
em espirais exclusas de dor
só formas

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Moda surrealista na História da Arte

Publicado por: fassicolo em: 05/06/2008

Trabalhos! A faculdade além de ser uma empresa adoradora da ‘Musa Extorsão’ costuma arrumar mil coisas pra fazer em fim de semestre. Não sei se isso faz parte dos dogmas ou parte do próprio corpo de seguidores remunerados por ela. Está certo que pela quantia cobrada, a cada ano mais exorbitante (isso que não faço [...]

Catatumba vazia, Amor de todas as vidas e só.

Publicado por: fassicolo em: 28/05/2008

Os ricos versos de Matajiradh foram para o movimento surrealista o que a democracia foi para a China. Nada. Ou quase nada. O autor de fábulas como ‘Chove leite dos vapores de mel no paraíso de Drhya’ e ‘O escorpião leva rosas na boca’ entre uma série de contos e poesias descansou a pena durante [...]


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