A primeira vez em que li “A Metamorfose” o embrulho no estômago foi grande, hehe…
Acho que gay Kafka não era, não que haja algo de errado com isso, mas ele se frustrou com várias mulheres, para não perder o costume de ser frustrado em tudo.
O problema das interpretações é que descobrem coisas que nem Kafka sabia que havia escrito. Li uma versão comentada do livro que forçou um bocado.
Mas meu favorito ainda é “O Processo”, como um cão! é uma das melhores frases que já vi para fechar uma história.
Estou atradasa, eu sei, mas cai sem querer nesse seu post bem no dia que acabei de ler O Processo, então não posso deixar de comentar. Uma coisa interessante sobre o Kafka é que ele tinha um forte complexo devido à figura de seu pai, que ele passou a vida toda tentando entender e se desvencilhar. Isso fez do medo um fator constante nas suas obras, tanto que seus personagens, que não são nada mais do que reflexo dele mesmo, se encontram sempre em uma situação inexplicável e sempre com um corpo tosco, herança também do seu trauma por ser tão franzino em contraste com o pai, um homem grande. Estava pensando justamente nisso quando cai aqui no seu blog. Engraçado como a internet consegue fazer isso de vez em quando.. Abraço!
Olá. Sou a Cecília e trabalho na Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Para entender Kafka, a editora acabou de lançar o livro ‘Kafka em 90 minutos’, sobre a vida e a obra do autor. No livro conta que ele escolheu estudar direito porque era um curso que envolvia um objetivo menos rígido, ou com mais possibilidades, o que lhe permitia adiar por mais tempo uma tomada de decisão.
“Em 1922, Kafka havia se tornado patologicamente reservado e perseguido pela angústia. Desesperado com sua vida, seus escritos e hábitos autodestrutivos, considerava-se fadado a uma batalha de aniquilação”.
Só com com estes trechos, percebe-se como sua vida pessoal influenciou sua literatura.
Abraços.
11/05/2009 às 11:27 pm
Confesso. Nunca lia A Metamoforse. De Kafka conheço O Processo, livro este que causou uma grande revolução no direito processual penal e ênfase ao contraditório e ampla defesa.
O interessante é você observar essa percepção do leitor, principalmente quando muitos citam frases ou partes de um texto, sem saber ou conhecer a história daquele autor, da sua vida, muitas vezes refletida nas entrelinhas de um texto. Cito um exemplo: Maquiavel. Coitado de Maquiavel que até hoje carrega nas costas a associação com o maléfico, a maldade. Pura intriga estatal.
Saber que Kafka tinha uma certa veia juridica, de ser de origem judaica, é muito importante para entender um pouco de seus pensamentos à época.
beijos