Magritte

MagritteRené François Ghislain Magritte ou simplesmente Magritte, foi um dos surrealistas mais impressionantes que o planeta Terra teve o prazer de dar moradia. Novamente, tal qual fiz como Dalí, Ernst e Miró não farei um biografia, já o fizeram (salvo engando, Marcel Paquet no livro René Magritte - 1898/1967) . No caso de Magritte, não vou sequer comentar, vou deixá-lo livre para que se apresente. Muito de sua pintura se assemelha a isso: “Nenhum objeto é cristalizado com seu nome assim irrevogavelmente que se não pode encontrar outro que o serve para melhorar”. E para ilustrá-la, nada melhor que uma olhadela na memória.

Talvez o que o tenha tornado famoso até hoje seja seu intrigante cachimbo que não é. Nas suas palavras: “Um intelectual é aquele que ao ouvir a palavra cachimbo pensa em Magritte”. Mas seu trabalho não se resume a isso, porque “A mente ama o desconhecido. Ela ama as imagens de significados ocultos, desde que desconhecemos o significado da própria mente”. E isso é cristalinamente perceptível ao vislumbrarmos os Amantes.

Magritte, não me pergunte porque, gostava dos chapéus-coco, muito presente em diversas telas, tal qual na O filho de um homem (ou The son of a Man, não sei se a tradução está certa), e essa característica tem muito em comum com a personagem de um livro chamado A insustentável leveza do ser (momento pelo qual minha vida passa) escrito pelo autor tcheco Milan Kundera, mas só isso, porque “um objeto nunca serve como função em sua imagem - nem em seu nome”.

No mais, pensar que “Tudo que enxergamos esconde alguma coisa, nós sempre desejamos ver algo que está escondido por aquilo que enxergamos” me remete diretamente a algo assim, que vejo toda vez que preciso ir a escritórios burocráticos com pessoas a me pedir documentos para saber quando meu RG foi emitido…

Meus eternos agradecimentos à Mimi que, sem saber, contribuiu enormemente para esse artigozinho.

Esse artigo faz parte de uma idéia originalíssima sobre blogs e jornalismo proposta por Interney ou Edney, ou Ney, sei lá, nessa postagem.

Meyviu

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