Ensaio

Pelo caleidoscópio da mente humana, uma impressão, por mais simples que seja, tem o poder de se avultar a ponto de extrapolar esse sentir e tornar-se algo tangível, algo com urgência de comunicação. Ao olhar uma obra artística, ficam gravados na mente impressões. E o que é mais importante? Descobrir os significados exatos de tal obra, ter conhecimento ou imaginar o que sentia o artista ao criar ou deixar livre o pensamento para que vague a procura de uma interpretação significativa apenas para si. As criações surrealistas, desconcertantes a um grande número de pessoas, trazem consigo essa áurea de irracionalidade, almejada pelos autores e estranha aos observadores. Tão estranho quanto olhar para dentro de si e descobrir as próprias verdades, os vários “eus”.  Se a primeira frase ao apreciar um trabalho surrealista for “quem fez isso é um louco” pode não estar errado, da mesma forma que para alguém cuja alma transborda originalidade, observar o curso de uma vida medíocre e repetitiva também pode ser um desvario. O processo criativo surrealista é tão particular, não obstante alguns métodos serem conhecidos, que vai além da intenção do criar, vem do sonho, mesmo na vigília, vem do inconsciente traduzido em cor, forma, letra e tantas variações suscetíveis de criação. Um texto sem apresentações, sem finalidade clara, pode mesmo ser uma forte impressão de que um sonho guardado há anos está agora tomando uma parte do consciente e não mais apenas suporta ficar relegado ao onírico. A hora da maturação e experimentação de idéias antes soltas agora se faz presente e isso é apenas um ensaio. Válido ao menos para mim, já que você, possível leitor dessa verborréia deve ter lido coisas mais úteis. Isso tudo claro, é apenas um devaneio.

 f.

0 Respostas para “Ensaio”


  1. Não Há Comentários

Deixe um comentário




RSS Olha o carro do fides chegando em sua rua...

  • Um erro ocorreu; o feed provavelmente está desligado. Tente novamente depois.

Arquivo

Aviso aos navegantes

A reprodução dos textos publicados nesta página sem permissão do autor não é de bom tom. Como mudei de idéia em relação ao direito autoral, a reutilização do texto é permitida, porém, peço humildemente que indiquem a fonte! Isso não significa que não sigo as leis vigentes, é apenas minha forma de pensar. As obras nesse site armazenadas e comentadas estão de total acordo com a lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, mais precisamente conforme prescreve seu artigo 46, I, "a".

Visitas

  • 27,050 visitas
Pingar o BlogBlogs Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Visual Art Blogs - BlogCatalog Blog Directory Add to Technorati Favorites Divulgue o seu blog!