Pandora
Publicado por: Ítalo em: 17/12/2007

As vezes, antes de iniciar uma poesia, ou talvez para melhor exorcizá-la de minha ilegível e confusa mente para o papel, escrevo tudo o que está se passando pela minha mente. O resultado é um monte de palavras amontoadas que precisam ser rearranjadas para formular um sentido inteligível. Não foi o caso desta, pois ao tentar construir tal operação, utilizei-me de palavras parecidas ou de fonemas parecidos, remetendo uma sentença a outra. Daí saiu o seguinte:
“Aos que estão, que estão estáticos, questionando aquela questão que está quieta, queremos que estes estáticos esquisitos não se queixem e queiram questionar quem quer que esteja querendo qualquer coisa. È a questão que quer calar”.
Após ler a frase nascida, da qual recorri para buscar inspiração, veio em minha mente a figura de algo que guarda alguma coisa. Uma caixa! Uma vez inspirado, busquei algum “eu-lírico” e o resto foi fácil…
Oh, caixa cubólica esquisita
cuja missão é sempre guardar
Cuida de assuntos sempre alheios a ti
e até segredos que vem a calharFileiras e pilhas te encalham aí
mas tua presença sequer é notada
pois tu és tímida e quadrada
depositada nos cantos aqui e aliSoberana sabedoria compactada
recheada de lembranças embaraçadas
na maioria informações já usadas
e que foram até descartadasSe nascestes pra ponderar o que guarda
quem guardaria algo em tí?
Siga a vocação que te foi emanada
Não deixes que te abra
minha namorada!
22/12/2007 às 2:26 pm
Dizer é facil pra quem sabe sentir…
Utilizo-me da frase do poema acima.
“Seu amor me fez
livre como uma canção, que se canta eternamente.”