“Não disse que seria fácil, disse que valeria a pena.”
Da monografia da Thalita, 5º D, direito, Univem (vem você também).
Garimpeiro do horizonte, onde se esconde tua navalha assassina? É ali adiante? Aquela vagabunda de corte cego matou meu gato e escondeu minha cueca! Soltou doze dos meu pássaros antes mesmo de eu acordar e depois, sem-vergonha, sentou no meu sofá com a maior cara-de-pau, e assistiu Gilberto Barros com o maior entusiasmo! Como pode ser? Não me pergunte, foi o que me contaram… Ela simplesmente disse, no interrogatório, que sonhara com o apresentador, nú, e que precisava urgentemente ve-lo, pra ver se realmente era ele. Talvez nem Freud explique essa obsessão por apresentadores suados de TV. Realmente, não entendi porque meu gato foi morto. A navalha limitou-se a reservar-se no direito de ficar calada quanto este acontecimento. Mas nada me tira da cabeça que foi ela quem lhe arrancou as minguadas tripas. No mais, a cueca escondida, por não ser crime, disse, nos autos, que precisava dar uma de Saci pererê, porque uma navalha cega, sem eira nem beira, que se limita a enferrujar, apenas, destina-se em geral à sucataria, e, como ela deixa bem claro, seu destino vai muito além do porco do ostracismo!
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